Meu Deus, que vejo?
Uma mísera criatura
Que em meio à noite escura
Se contorce de dor.
A dor certamente é intensa:
Todo seu corpo serpenteia,
Como se ossos não tivesse.
Espantei-me que ninguém
houvesse
Que em seu auxílio
Corresse para ajudar.
Meu Deus, que vejo?
Vejo nesse momento,
No último agonizar da morte
Um corpo sangrento
Mas que triste sorte
Que destino fatal
Fora reservado a esse infeliz
mortal!
Rio de Janeiro – RJ, 31 de
março de 1993.
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