Por Feliciano Júnior
Imaginei-me um ateu...
E meu riso viu-se em pranto...
Das vilas do peito meu
Bradou um grito de espanto!
E vi-me só no universo,
Perdido, sem um abraço,
Era um nada, um nada imerso
Na plenitude do espaço!
Meu relógio emudeceu,
Calou-se ante o evento,
Quando a física enlouqueceu,
Fazendo parar o tempo!
Lutando, sem direção,
Supliquei por um socorro...
Quando veio a indagação:
É assim Deus meu que morro?
E como divinal magia
Esse espectro foge, some...
Obrigado, Deus, bom dia...
Mesmo ateu, lembrei teu nome!
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