A natureza da poesia


Não dá para sentar e dizer:
“vou fazer poesia”.
Ela tem vontade própria.
Ela é quem nos guia.

Mas, quando vem, é preciso estar atento.
É como chuva temporã:
de repente, numa manhã,
irriga a terra, e nutre o pensamento.

Às vezes vem como enxurrada,
Às vezes não;
Às vezes é inopinada,
Como as chuvas de verão.

E o poeta é como o agricultor
que prepara a terra com diligência,
E espera as chuvas com paciência, 
Que farão brotar o fruto do seu lavor.

Um comentário:

  1. Olá!

    A eterna luta entre o poeta e poesia... mas, que nos guie a palavra sentida. Daí surge o verdadeiro poema. Abraços!

    Professor Israel

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