Tenho que escrever. É-me imposta essa obrigação. Mas, pergunto a mim
mesmo: obrigação?! Não seria antes um prazer secreto que me impulsiona a criar?
Aí você me pergunta: “Criar?”. Sim – respondo – por que não?! Neste momento
estou criando. O homem é um ser que constantemente vive a imitar seu criador,
vive criando.
Escrever é criar. Quando nos sentamos à mesa, pegamos de uma caneta, de
um bloco de papel, e, timidamente começamos a “rabiscar” algumas frases, parece
que um milagre acontece e ideias começam a surgir, viajamos para o mundo
maravilhoso do pensamento onde tudo é possível, tudo!
É escrevendo que o romântico poeta cria um mundo ideal, onde a paz e a
harmonia da natureza com os homens, e dos homens consigo mesmos é uma coisa
palpável. Onde uma mulher perfeita está solícita por sua presença. Ávida por
amar e ser amada. Esse mundo surge tão espontâneo numa folha de papel, numa
simples folha de papel.
Escrevendo também, e infelizmente, é que o homem cria conflitos. Quantos
crimes já foram cometidos porque alguém usou esse instrumento sagrado de forma
errada! Quantas calúnias, quantos mexericos; quanta covardia; quanta traição já
foram desonrosamente cometidas por intermédio da escrita! Ah! Essa espada de dois
gumes! Essa mão que afaga e que estrangula; essa escrita!
Meus textos são fruto de reflexões e insights diversos. Sabedor do poder
da palavra escrita para transmitir idéias, é que lancei mão deste modesto empreendimento,
a fim de compartilhar com o maior número de pessoas coisas do coração. Não de
forma erudita e técnica, mas expontânea e, muitas vezes, romântica. Por isto
que está mesclado com poemas, poesias e prosas. Alguns criados a partir de momentos
específicos em minha vida; outros, de leituras tantas.
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