Conceitua-se
o lugar do crime como uma área delimitada na qual aconteceu algum fato ao qual
existe um correspondente previsto em lei, e que o define como tal. Meu enfoque,
no entanto, não será esse, e sim, o porquê do lugar do crime. Se existe tal
lugar, é porque existiu um crime e esse crime só pode ter acontecido porque alguém o
cometeu. Mas, por que o cometeu?
Essa indagação é crucial. Qual a raiz do problema? O ser humano comete crimes e unicamente ele.
Paradoxalmente o único animal que raciocina é também o único animal criminoso.
Não falo de crimes levados a efeito por justas razões de legítima defesa
própria ou de outrem. Falo dos crimes que não têm razão de ser (como se o crime
fosse racional!) daqueles que poderiam ser evitados; que aconteceram por motivos
banais, como, inacreditavelmente temos conhecimento que foram cometidos por puro prazer.
Que razões
levam o homem a matar, roubar, estuprar, e a cometer tantos outros males contra o semelhante? Que patologias acometem a mente
humana a ponto de cometerem os homens atrocidades difíceis de narrar? Muito se
tem feito baseado nessas indagações angustiantes, algo se tem conseguido, porém ainda é muito pouco.
Enquanto isso,
lugares de crime têm surgido a todo instante. Mesmo agora em que escrevo esta
reflexão. A todo momento são solicitados peritos. A todo segundo indagamos:
até quando tudo isso durará? Inconscientemente nos respondemos no íntimo: enquanto durar a humanidade.
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