Não
foi esse o plano traçado
Por
Aquele que tudo criou.
Pois
quer te dar amparo
Aquele
que te deu vida,
E
deseja te estender em socorro,
A Sua
mão amiga.
Somos todos irmãos,
Quer queiramos ou não,
Mas as vicissitudes da vida,
Transforma-nos e endurece-nos o coração.
Fechamos os olhos sadios
Àqueles que andam vadios,
Colhendo comida do chão.
Se nada faço quanto a isto,
Sou um desobediente a Cristo,
Indigno de chamar-me cristão.
Terrenas vidas que se arrastam,
A que podemos compará-las?
Posto que de humanas formas se revestem,
Com animalescos hábitos nos entristecem.
Tornaram-se lugar comum.
Ignorados como inferior
casta,
Vão se esgueirando aqui e
acolá.
Fuçando alheio lixo,
Poucos se importam em dar um
basta,
Nessa vida, não de humano,
Mas de bicho.
Que humanas esperanças podem ter,
Aqueles que por humanos são ignorados?
Sem escolha vivem como insetos,
Nos latões e lixões infectos,
Todos os dias vilipendiados.
Todos os dias vilipendiados.

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